Friday, December 30, 2005

Adolescente perturbado (Manuel Coutinho)

A fauna humana, os lugares comuns...ao som compassado de um reggae muitas vezes tocado, já velho. Travam-se batalhas entre o meu ser e os especimens que vagueiam por entre o espaço. Sou como que um ser vagueando através do éter, movo a minha consciência serpenteando por entre os reflexos multicoloridos espelhados sobre o cromado das mesas. O veludo das cadeiras lembra-me o toque da pele dela de encontro ao desejo do meu ser. Fecho os olhos, cego pelo brotar de um cigarro que arde repousado no cinzeiro....abandonado. Tiro uma passa e repouso novamente sobre a mescla de letras atiradas sobre o vazio...gargalhares anónimos. Estou tão proximo de ti rapariga sem nome, bronzeada pelo sol de outrora. Restos de madeira amontoados lá fora, de encontro ao vazio da noite. O mar convida a desprover-me de anos e anos de uma existência computorizada. Convida-me a purificar o meu ser, á reunificação com aquilo que de primordial existe segregado dentro de mim. a combustão dá-se espontaneamente, não posso retroceder.


Manuel Coutinho Aka Matsuyama

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Uma criatura doente, sem dúvida.

12/30/2005 12:41 AM  

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